Argentina: pobreza recua para 8,5 milhões de pessoas e afeta 28,2% da população
31/03/2026
(Foto: Reprodução) O presidente da Argentina, Javier Milei
Tomas Cuesta/Reuters
O número de argentinos que vivem abaixo da linha da pobreza recuou no segundo semestre de 2025, para 8,5 milhões de pessoas, informou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), nesta terça-feira (31).
A pesquisa, que abrange 31 aglomerados urbanos da Argentina, aponta que 28,2% da população está em situação de pobreza. Entre as famílias, são 2,1 milhões — 21% do total.
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Os novos dados foram divulgados em meio à pressão sobre o presidente ultraliberal Javier Milei, que enfrenta desafios para estabilizar a economia. Apesar do avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o crescimento se concentrou em poucos setores, enquanto o consumo no país segue fraco e o desemprego é o maior desde a pandemia de Covid-19.
No segundo semestre de 2025, cerca de 6 milhões de pessoas saíram da pobreza, segundo o Indec. A taxa recuou 3,4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao primeiro semestre, quando 31,6% da população (14,5 milhões de pessoas) estavam nessa condição.
🔎 Para definir se um cidadão argentino está abaixo da linha da pobreza, o Indec considera a renda das famílias e o acesso a necessidades essenciais, como alimentos, vestuário, transporte, educação e saúde.
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Ainda de acordo com a pesquisa, 1,9 milhão de pessoas estão em situação de indigência, o equivalente a 6,3% da população avaliada. No primeiro semestre de 2025, eram 2,1 milhões (6,9%).
Quando observadas as famílias, 500 mil foram consideradas indigentes (4,8%) no segundo semestre — abaixo das 566 mil contabilizadas nos primeiros seis meses do ano (5,6%).
🔎 Segundo o Indec, estão em situação de indigência as pessoas sem acesso a uma cesta de alimentos capaz de suprir as necessidades diárias de energia e proteína.
* Reportagem em atualização.