Da serpentina a capivara mascote e capoeiristas passistas, profissionais dão toque especial à apoteose do Marco Zero
18/02/2026
(Foto: Reprodução) Mascote de capivara e trabalhadores dos bastidores garantem alegria no palco Marco Zero
Quando o assunto é apresentação do carnaval do Recife, a maioria das pessoas quer saber as atrações musicais. Mas um time enorme está por trás de uma estrutura como o palco principal, o Marco Zero, que encerrou seu sexto e último dia de apresentações no começo da manhã desta Quarta-feira de Cinzas (18).
Um desses profissionais anônimos é o assistente Breno Nascimento, responsável pelo abastecimento da máquina que solta papel picado e serpentina durante os shows. O efeito produzido pelo mini canhão, geralmente em sintonia com as músicas cantadas no palco, costuma encantar o público (veja vídeo acima).
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"Isso aqui é produzido para o CO² (gás carbônico) que fica embaixo do palco jogar o vapor pra cima através de um cano e produzir esse efeito de redemoinho", explica Breno.
Posicionado na parte inferior em frente ao palco e munido de uma espécie de rádio de comunicação interna, ele fala diretamente com outro profissional que está em cima do palco.
"É a pessoa do palco que dá o sinal para disparar o canhão e produzir esse efeito bonito. Tudo é testado antes, para evitar qualquer acidente", conta Breno.
Breno Nascimento abastecia máquina que solta serpentina no palco do Marco Zero
Rafael Souza/g1
Capivara misteriosa
Ela poderia ser uma participante do programa "The Masked Singer", da TV Globo, mas é, na verdade, a grande mascote do carnaval recifense. A capivara Mery Cristina é o momento.
Muito procurada para tirar fotos com crianças e adultos, a personagem dentucinha tem mais de dois metros de altura e um rosto muito sorridente. Dentro da fantasia, a identidade é mantida a sete chaves.
"Depois do vira-lata caramelo, percebi que era a minha chance. [...] Me sinto em casa na água, no asfalto e no pique do frevo", brinca, sem revelar quem é o intérprete dentro da fantasia de capivara.
Com direito a passos do frevo no palco principal e uma longa fila para tirar foto, Mery Cristina diz que "não existe no mundo uma capivara mais feliz que ela".
Capivara Mery Cristina é o mascote querido no carnaval do Recife
Rafael Souza/g1
Do golpe ao trote
Centenas de passistas se revezam nas apresentações do Marco Zero. No encerramento da folia, dois capoeiristas se destacaram. Mesclando golpes de capoeira com os passos de frevo, os artistas Fabrício Lima e Cris Bernardo animaram o público.
"Para gente, é um sonho estar aqui. Mostrando nossa arte, nosso gingado, que fazemos com muito carinho e disciplina", conta Fabrício, que também é dançarino de break.
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Já Cris Bernardo aprendeu capoeira e frevo conjuntamente e se apresenta há 16 anos. Ele participa do carnaval e também do Baile do Menino Deus, que também acontece no Marco Zero, em dezembro.
"Meu sentimento é o mesmo, a alegria é a mesma de estar em cima do palco, seja no natal ou no carnaval", completa.
Capoeiristas mesclam passos de frevo em apresentação no Marco Zero
Rafael Souza/g1
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