Empreendedores colocam ideias à prova no Palco Glocal durante sessão de pitching com Fernando Seabra
27/06/2026
(Foto: Reprodução) Painel reúne empreendedores no segundo dia do Glocal Macapá
Divulgação/FRAM
Empreendedores, estudantes, investidores e representantes do ecossistema de inovação participaram, na manhã deste sábado (27), de uma das atividades mais aguardadas da programação da Glocal Macapá 2026: o Pitching "No tanque com os tubarões", realizado no Palco Glocal, na sede da OAB Amapá. A dinâmica foi conduzida pelo especialista em inovação prática, mentor de startups e avaliador do Shark Tank Brasil, Fernando Seabra, que analisou propostas de negócios desenvolvidas por empreendedores amapaenses. A atividade integrou a programação oficial do evento.
Durante cerca de três horas, os participantes apresentaram seus projetos em pitches curtos e receberam avaliações técnicas, sugestões de aprimoramento e orientações sobre modelo de negócios, validação de mercado, escalabilidade e posicionamento competitivo.
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Mais do que uma competição, o momento foi pensado como uma experiência de aprendizado, aproximando empreendedores iniciantes da realidade enfrentada por startups em busca de investimento e crescimento.
Glocal Macapá iniciou com painéis sobre tecnologia e empreendedorismo
Soluções amazônicas para desafios globais
Antes do início das apresentações, Fernando Seabra destacou que aceitou participar da primeira edição da Glocal Macapá por acreditar no potencial do ecossistema de inovação do estado e pela oportunidade de reencontrar empreendedores que já acompanha há alguns anos.
"O que mais me motivou foi a oportunidade de reencontrar um ecossistema que já conheço e admiro. O Amapá possui empreendedores com uma característica rara: conhecem profundamente os problemas que desejam resolver. Minha expectativa é contribuir com experiências práticas de inovação e, ao mesmo tempo, aprender com as soluções que estão surgindo na Amazônia.", declarou.
Fernando Seabra durante o painel do Glocal Macapá
Divulgação/FRAM
Para o especialista, a Amazônia ocupa hoje uma posição estratégica dentro do cenário nacional de inovação justamente por concentrar desafios capazes de gerar soluções replicáveis para outras regiões do mundo.
"Vejo um potencial extraordinário. A Amazônia reúne desafios únicos que podem se transformar em oportunidades globais de inovação. Quem vive a realidade local possui conhecimento, contexto e legitimidade para criar soluções escaláveis em áreas como sustentabilidade, bioeconomia, logística, educação e tecnologia.", disse.
Validar o problema antes da solução
Ao comentar os principais erros cometidos por empreendedores iniciantes, Fernando reforçou que a construção de um negócio começa pela compreensão do problema que se deseja resolver.
"O maior desafio não é ter uma boa ideia, mas validar se ela resolve um problema real. Muitos empreendedores se apaixonam pela solução antes de entender profundamente a dor do cliente. Além disso, execução, acesso a mercado e capacidade de adaptação costumam ser fatores decisivos para o sucesso.", reforçou.
Ao longo da sessão, cada startup recebeu comentários individualizados sobre seus projetos, em um ambiente que estimulou a troca de experiências entre participantes e especialistas.
Empreendedores tiveram a oportunidade de realizar uma troca de experiências entre participantes e especialistas
Divulgação/FRAM
Amazônia como vantagem competitiva
Encerrando a atividade, Fernando deixou uma mensagem direcionada aos jovens empreendedores do estado, incentivando-os a enxergar a própria realidade como diferencial competitivo.
"Não tentem copiar o Vale do Silício. Aproveitem a vantagem competitiva que já possuem: conhecer profundamente sua região, sua cultura e seus desafios. Grandes negócios nascem quando transformamos problemas reais em soluções relevantes. A próxima grande inovação brasileira pode surgir justamente da Amazônia.", contou.
A diretora executiva da Fundação Rede Amazônica, Mariane Cavalcante, destacou que atividades como o pitching reforçam um dos principais objetivos da Glocal: fortalecer o empreendedorismo regional e criar conexões entre inovação, conhecimento e desenvolvimento sustentável.
"A Glocal nasceu para conectar talentos, criar oportunidades e mostrar que as soluções desenvolvidas na Amazônia têm potencial para gerar impacto muito além da região. O pitching foi uma oportunidade para que empreendedores apresentassem suas ideias, recebessem orientações de um dos maiores especialistas do país e saíssem daqui mais preparados para transformar projetos em negócios.", afirmou.
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