Líder supremo do Irã pede união do mundo islâmico contra Estados Unidos e Israel
30/08/2026
(Foto: Reprodução) Líder supremo do Irã pede união do mundo islâmico contra Estados Unidos e Israel
O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, convocou as nações muçulmanas a se unirem contra os Estados Unidos e Israel em uma mensagem divulgada neste domingo (30), quando a guerra no Oriente Médio completa seis meses.
Mojtaba Khamenei sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva americano-israelense contra o Irã, e não foi visto em público desde então. As autoridades iranianas não divulgaram vídeos nem gravações de áudio do líder.
"A solução para os problemas da Ummah (comunidade muçulmana) reside na unidade de voz, na amizade e na cooperação no caminho do bem", afirmou o aiatolá, segundo seu site oficial.
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã.
Jornal Nacional/ Reprodução
Ele conclamou os líderes da região a "reconhecerem seu verdadeiro inimigo, compreenderem seu plano e combatê-lo", identificando os Estados Unidos e Israel como inimigos de todos, e não apenas do Irã.
"Qualquer pessoa, em qualquer posição, que faça algo que cause divisão entre os muçulmanos e crie conflitos dentro da comunidade muçulmana, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, terá servido aos objetivos dos inimigos do Islã", acrescentou.
Em retaliação à ofensiva israelense-americana, o Irã teve como alvo aliados de Washington na região, especialmente a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia, o Kuwait, o Catar e o Bahrein. As relações de Teerã com essas capitais deterioraram-se desde então.
O líder supremo, que detém a palavra final sobre as principais políticas do Irã, ainda pediu às autoridades e à população iranianas que deixem de lado suas diferenças e se unam na luta contra os inimigos declarados do país, os Estados Unidos e Israel. Ele ressaltou que "sob nenhuma circunstância se deve permitir o surgimento de divergências" entre o povo iraniano.
Na sexta-feira (28), em uma declaração escrita anterior, havia afirmado que "a prática de qualquer ato que comprometa a coesão social era proibida".
Ele também defendeu a desdolarização gradual da economia iraniana e o aumento da produção para revitalizar a atividade econômica, após meses de bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e décadas de sanções internacionais, cujo endurecimento foi anunciado por Washington na segunda-feira.