Mais de 6 em cada 10 vítimas de furtos, roubos e estelionatos têm 40 anos ou mais em Juiz de Fora

  • 30/08/2026
(Foto: Reprodução)
Fraudes praticadas por meios eletrônicos ganharam protagonismo nas investigações de crimes patrimoniais. Pexels Mais de seis em cada dez vítimas de crimes contra o patrimônio registradas em Juiz de Fora entre janeiro de 2023 e junho de 2026 tinham 40 anos ou mais. É o que mostra levantamento feito pelo g1 com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). No período, foram registradas 35.508 vítimas de crimes patrimoniais na cidade, entre homens e mulheres. Desse total, 22.103 tinham 40 anos ou mais, o equivalente a 62,2%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Para o delegado Bruno Wink, da Polícia Civil, a concentração de vítimas nessa faixa etária pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como maior exposição ao ambiente digital, características socioeconômicas, posse de bens mais visados e até uma maior disposição para registrar ocorrências. Mais da metade das vítimas não tinha vínculo com o autor A relação entre vítimas e autores também chama atenção: em mais da metade dos registros analisados, não havia vínculo entre as duas partes. Agora no g1 Para Wink, o dado é compatível com a dinâmica de crimes de oportunidade e golpes praticados por desconhecidos. Nesses casos, os criminosos costumam criar situações falsas ou se passar por instituições e pessoas consideradas confiáveis para ganhar a confiança da vítima. “O criminoso geralmente apresenta uma vantagem ou cria um contexto, de maneira dissimulada, envolvendo a vítima em um problema fictício que somente o autor possa resolver”, explicou o delegado. Quais golpes são mais praticados? De acordo com a Polícia Civil, as fraudes praticadas por meios eletrônicos ganharam protagonismo nas investigações de crimes patrimoniais. Entre os golpes citados pelo delegado estão: Fraude com cartão de crédito Clonagem de páginas da internet Falso boleto Clonagem de WhatsApp Invasão de dispositivos eletrônicos A estratégia costuma explorar a confiança da vítima. O criminoso pode se passar por um banco, uma empresa ou até por uma pessoa conhecida, criar uma situação de urgência e induzir a vítima a fornecer dados, fazer pagamentos ou permitir acesso a dispositivos e contas. Caiu em um golpe? Saiba o que fazer O delegado orienta que as vítimas desses golpes procurem ajuda o quanto antes. A primeira medida é entrar em contato imediatamente com o banco ou a instituição envolvida e informar o ocorrido. Também é importante registrar um boletim de ocorrência e providenciar a troca das senhas que possam ter sido comprometidas. Agir rapidamente pode ajudar a bloquear transações e preservar informações que contribuam para a investigação. LEIA TAMBÉM: Número de mulheres com medidas protetivas dobra em Juiz de Fora Criminosos armados assaltam casa e roubam R$ 35 mil VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/08/30/mais-de-6-em-cada-10-vitimas-de-furtos-roubos-e-estelionatos-tem-40-anos-ou-mais-em-juiz-de-fora.ghtml


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