Mulher encontrada morta perto de lixão tinha passagens na polícia; veja
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Mulher é achada morta em Praia Grande
Monica Bragaia, a mulher de 49 anos encontrada morta próxima a um lixão em Praia Grande, no litoral de São Paulo, tinha passagens pela polícia. Conforme apurado pelo g1, ela já foi acusada de ameaça, lesão corporal e dano ao patrimônio, mas nunca chegou a ser condenada.
Monica foi encontrada sem vida no domingo (25), na calçada da Avenida dos Trabalhadores, no bairro Sítio do Campo. Segundo o boletim de ocorrência, não havia sinais de violência. A mulher não estava com documentos, mas foi identificada pelo pai, de 80 anos.
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Em depoimento à polícia, o idoso disse que Monica era usuária de drogas e vivia em situação de rua há cerca de seis anos. Um amigo relatou que ela se transformou por conta da dependência química.
Conforme apurado pelo g1, há boletins de ocorrência contra Monica desde 2010. No entanto, os inquéritos foram arquivados e não consta movimentação dela no Sistema de Administração Penitenciária (SAP).
O último registro policial envolvendo Monica antes de sua morte é de abril de 2025. Na ocasião, uma representante de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) informou que ela fugiu do hospital ainda em tratamento médico, sem condição de alta.
Conforme o boletim de ocorrência, Monica precisava de avaliação bucomaxilofacial devido à suspeita de fratura nasal. Ela fugiu acompanhada de outro paciente, que aguardava vaga na ala de psiquiatria.
Monica Bragaia se transformou após vício em drogas
Reprodução e Redes sociais
Comportamento agressivo
O g1 apurou que Monica já havia sido denunciada por ameaça, lesão corporal e dano ao patrimônio em Praia Grande.
Em junho de 2013, um comerciante procurou a Polícia Civil dizendo que Monica agrediu a esposa dele. Ele relatou que a agressora morava na parte de cima do sobrado onde funcionava sua marcenaria.
Ainda segundo o relato, um dia após a agressão, Monica jogou copos de vidro na direção do carro dele. Os objetos não atingiram o veículo, mas ao retornar ao local, o comerciante percebeu que o toldo da marcenaria estava danificado.
Três meses depois, Monica foi acusada de invadir a casa de um operador de loja e ameaçar a esposa dele. Segundo o registro policial, a mulher estava em aparente estado de desequilíbrio emocional e chegou a danificar a porta do apartamento.
Na ocasião, a Polícia Militar (PM) foi acionada e encaminhou Monica para um hospital, onde ela foi medicada.
O g1 também obteve acesso a um boletim de ocorrência de outubro de 2014. O registro cita uma briga com agressões entre Monica e o pai dela. Na época, os dois foram orientados sobre o prazo para representação criminal.
Transformação com as drogas
Imagens obtidas pelo g1 mostram a transformação de Monica após anos de dependência química.
Monica Bragaia se transformou após vício em drogas
Redes sociais
O jornalista Antonio Cassimiro, de 59 anos, contou que conheceu Monica há cerca de 30 anos, quando ela estudava em uma escola onde ele trabalhava como inspetor. “Ela era uma jovem muito vistosa. As pessoas gostavam dela pelo semblante sempre alegre. Uma menina radiante”, relembrou.
Ele disse que reencontrou Monica em 2018, próxima a uma igreja, já debilitada. “Ela estava mancando, totalmente desfigurada, cabelos que demonstravam estar sem lavar muito tempo e o cheiro também”.
Antonio tirou foto com Monica Bragaia em julho de 2018
Arquivo Pessoal
O jornalista afirmou que chegou a falar sobre Deus e pedir para ela sair daquela vida, mas Monica apenas concordou. Ele tirou uma foto com ela e ofereceu ajuda, dizendo que iria procurá-la novamente.
Para o jornalista, a história de Monica evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas à recuperação de usuários de drogas. “As famílias têm um limite. Então, é mais ainda importante a atuação do poder público”, afirmou.
Encontro do corpo
Monica Bragaia, de 49 anos, foi encontrada morta em Praia Grande
Redes sociais
O corpo de Monica foi encontrado por uma equipe da Polícia Militar (PM), que recebeu uma denúncia anônima. Os agentes acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou a morte.
O local foi preservado para perícia, e o caso foi registrado como morte suspeita na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.
Corpo de mulher é achado perto de lixão
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