Policial militar e guardas civis são investigados por tráfico ilegal de armas e munições em Macapá
30/06/2026
(Foto: Reprodução) Investigação foi realizada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco)
Polícia Civil/divulgação
Um policial militar de 42 anos e um homem de 31, foram presos preventivamente durante a Operação Tarpeia, que investiga o tráfico ilegal de armas de fogo e munições. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (30), em Macapá. Também estão sendo investigados dois guardas civis municipais, de 47 e 50 anos, respectivamente.
As investigações da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), começaram em julho de 2025, a partir de outra operação. Conversas obtidas por meio de quebra de sigilo telefônico revelaram negociações explícitas de armas de diversos calibres, repasses de valores em dinheiro e até discussões sobre técnicas de adulteração de numeração de série para ocultar a origem ilícita dos materiais.
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A Operação Tarpeia, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (30), tem como objetivo desarticular uma rede de comércio clandestino de armas e munições que contava com a participação de agentes de segurança pública.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Macapá, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Quem são os alvos?
Um policial militar de 42 anos, apontado como fornecedor estratégico de armamentos. Teve o exercício da função pública suspenso, além de posse e porte de armas;
Um homem de 31 anos, identificado como intermediador e braço operacional da rede.
Um guarda civil municipal de 47 anos, que teria comercializado ilegalmente uma pistola e registrado boletim falso de extravio. Foi afastado cautelarmente da função pública, teve o porte e posse de armas suspenso;
Outro guarda civil municipal de 50 anos, suspeito de atuar na supressão de numerações de série e na compra de armas informais. Foi afastado da função pública e teve o porte e posse de armas suspenso.
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De acordo com a Polícia Civil, os investigados respondem por comércio ilegal de arma de fogo, associação criminosa armada e fraude processual.
O que diz a Polícia Militar?
A PM informou que vai instaurar procedimento administrativo para apurar a conduta do militar. Veja nota oficial abaixo:
A Polícia Militar do Amapá informa que está colaborando com a Polícia Civil, fornecendo as informações institucionais necessárias à investigação que resultou na prisão de um policial militar.
Por determinação do Comandante-Geral, a Corregedoria-Geral da PMAP instaurará procedimento administrativo para apurar a conduta do militar, assegurando o devido processo legal.
A Polícia Militar do Amapá reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a ética, não compactuando com qualquer desvio de conduta.
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*Esta reportagem está em atualização.
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