Policial penal investigado por agredir a esposa é nomeado para gestão de presídios em RR
12/05/2026
(Foto: Reprodução) O policial penal Ilrosmar Pedro Vieira, de 39 anos, nomeado diretor do Departamento do Sistema Penitenciário, é investigado por agredir a então esposa
Divulgação
O policial penal Ilrosmar Pedro Vieira, de 39 anos, nomeado diretor do Departamento do Sistema Penitenciário, é investigado por agredir a então esposa, uma enfermeira de 32 anos. Eles tiveram um relacionamento de 14 anos e têm um filho, de 2 anos.
A nomeação ocorreu no dia 9 de fevereiro e foi publicada no Diário Oficial do Estado. Ela é assinada pela secretária estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Michelly Viau Fernandes.
Ilrosmar cumpria o cargo de assessor especial e foi exonerado para tomar posse como diretor, unidade responsável por controlar unidades prisionais do estado.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp
Ilrosmar também foi denunciado por outro policial penal por suspeita de tortura, mas o caso foi arquivado.
Nesta terça-feira, o governo informou, em nota, que determinou "a imediata exoneração de Ilrosmar", e citou que ele foi nomeado “ainda na gestão passada”. A demissão do servidor ainda deve ser publicada no Diário Oficial.
Além disso, a investigação sobre violência doméstica contra a então esposa chegou nesta terça no Ministério Público.
"A Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher realizará a análise do procedimento para verificar a existência de elementos que subsidiem o eventual ajuizamento de denúncia, bem como a adoção das demais medidas cabíveis".
Procurado, o policial penal disse que a investigação sobre a agressão havia sido arquivada, mas, na verdade, o caso está em trâmite no MP.
Agressão e perseguição
Em novembro de 2024, a ex-esposa de Ilrosmar registrou um boletim de ocorrência contra ele. Na denúncia, a enfermeira relatou ter sofrido agressões físicas e verbais durante o casamento.
Segundo a vítima, o policial dizia que ela "não presta nem para ser mãe" e a chamava de "burra", "vagabunda" e "idiota". Ela afirmou que nunca havia denunciado o então companheiro por acreditar que ele mudaria o comportamento agressivo. O casal se separou em outubro de 2023.
A mulher informou ainda que, mesmo após o fim do relacionamento, os dois continuaram morando na mesma casa, financiada pelos dois. Conforme o relato, Ilrosmar se recusava a cuidar do filho deles, inclusive nos dias em que estava de folga enquanto ela trabalhava.
Ainda em 2024, a vítima conseguiu uma medida protetiva de urgência contra o policial. Na decisão judicial, ela relatou que era constantemente ofendida e pressionada a deixar a residência, sob a alegação de que o imóvel pertencia exclusivamente a ele.
Segundo o relato, Ilrosmar trancou o portão da casa e impediu a entrada da ex-esposa até a chegada da Polícia Militar. A vítima também afirmou que ele tomava decisões unilaterais sobre os cuidados do filho. Ele foi denunciado por descumprir a medida protetiva.
Em 2025, a vítima relatou que precisou mudar de endereço para evitar perseguições, mas afirmou que Ilrosmar descobriu o novo local. Em fevereiro do mesmo ano, enquanto dirigia em direção ao sítio dela, foi seguida pelo ex-companheiro, o que a obrigou a dirigir em alta velocidade e realizar manobras para tentar despistá-lo.
A denúncia foi registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). O g1 procurou a Polícia Civil, mas a corporação não se manifestou sobre o caso.
Saiba como pedir ajuda em casos de violência contra mulher:
Violência contra mulher: como pedir ajuda
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.