Primas assassinadas no Paraná: quem eram as vítimas
28/08/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito leva policiais ao local em que ossadas estavam enterradas no Paraná
As ossadas encontradas enterradas em uma área rural próxima a Paraíso do Norte, no Noroeste do Paraná, foram confirmadas como sendo das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, de 18 anos. Segundo a família, as duas conviviam desde a infância.
Elas desapareceram no dia 21 de abril, data em que a polícia acredita que ambas foram assassinadas por Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, após deixarem uma boate em Paranavaí, na mesma região do estado. Os três estavam juntos porque Letycia conhecia o homem de festas anteriores e tinha aceitado sair novamente com ele.
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Nesta sexta-feira (28), a mãe de Stella contou ao g1 que a jovem havia terminado os estudos. Ela, que morava em Cianorte, tinha planos de tirar a Carteira Nacional da Habilitação (CNH) para começar a trabalhar e ter uma moto.
Sttela Dalva Melegari Almeida, de 18 anos.
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Anaerli Melegri também destacou que a filha gostava muito de música eletrônica, ficar com os amigos e brincar com a irmã de dois anos.
Já Maria da Penha de Almeida, mãe de Letycia, disse que a filha e a prima eram próximas desde a infância. A informação foi divulgada em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, quando as investigações ainda eram iniciais.
À época, Maria também explicou que Letycia morava em Jussara com ela, gostava de sair com as amigas e nunca deixou de dar notícias. Foi por isso, inclusive, que ficou desconfiada quando parou de ter respostas da filha naquele 21 de abril.
Letycia Garcia Mendes, de 18 anos.
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"Naquele dia eu fui dormir cedo. [...] Elas [Stella e Letycia] entravam e saíam [de casa]. Aí ela falou pra mim: 'Mãe, talvez nós vamos pra Porto Rico'. Eu achei normal, pois não era a primeira vez que ela ia ou saía", disse Maria à época do início das investigações.
Os corpos serão liberados às famílias após a conclusão de todos os exames periciais.
Primas foram assassinadas logo após saírem de boate com principal suspeito, diz polícia
Veja no infográfico abaixo a linha do tempo com os avanços da investigação:
Infográfico: desaparecimento e assassinato de primas no Paraná
Artes/g1
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Linha do tempo do caso
Primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida estão desaparecidas há mais de uma semana no Paraná.
Reprodução/Redes sociais
📆22h39 de 20 de abril: as jovens são vistas saindo de Cianorte na caminhonete com Clayton – que Letycia conhecia pelo nome de "Davi". Uma amiga das jovens disse em depoimento à polícia que as primas tinham sido chamadas pelo homem para irem a uma festa na cidade de Porto Rico. A amiga decidiu não ir, mas Letycia e Sttela aceitaram o convite. A polícia apurou que eles partiram da casa de Letycia. Esta foi a última vez que a jovem se conectou à internet, porque ela não tinha pacote de dados móveis, segundo a corporação.
🕝22h54: a mesma caminhonete é filmada por câmeras de segurança entrando na cidade de Jussara, onde Sttela mora com a mãe. A jovem foi até a casa para pegar uma mochila. A mãe não estava no imóvel. Confira as imagens abaixo:
Câmera registrou primas saindo em caminhonete com suspeito, antes de desaparecimento
🕝22h55: Sttela fez uma publicação nas redes sociais e marcou Letycia. Na imagem ela aparece com uma garrafa de uísque e há música dentro da caminhonete. A publicação continha a legenda "Qual será o nosso destino KKKK".
🕝23h13: o trio sai de Jussara e viaja sentido a Maringá, pela rodovia PR-323.
📆00h16 de 21 de abril: Sttela faz a segunda e última publicação no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Clayton aparece na imagem, mas somente Letycia tem o perfil mencionado na postagem.
🕝1h10: Stella, Letycia e Clayton são filmados em uma boate de Paranavaí. Por volta da 1h10, o trio aparece entrando na festa. Lá dentro, as primas foram filmadas andando, de mãos dadas. Depois, Clayton também é gravado com elas. Veja abaixo:
Primas desaparecidas no Paraná: imagens confirmam que jovens foram à boate com suspeito
🕝3h17: última vez que Sttela se conectou à internet. A informação foi apurada por meio de um pedido emergencial de quebra de sigilo do WhatsApp.
🕝4h: o duplo homicídio acontece. Os corpos foram colocados na caçamba da caminhonete e levados a uma região de mata, dentro de um canavial, em Paraíso do Norte.
🕝14h30: horário aproximado que Clayton chega a Umuarama e pede ajuda a "Magrão" para voltar a Cianorte. Ele volta para a cidade com o amigo, pega uma pá e os dois viajam novamente a Paraíso do Norte.
📆17h: os dois, em Paraíso do Norte, enterram os corpos.
🕝9h de 23 de abril: última vez em que Clayton se conecta à internet.
📆24 de abril: polícia descobre que há registro de que o homem tenha passado por Maringá.
📆29 de abril: é expedido o mandado de prisão contra Clayton, pelos crimes de roubo e homicídio. Ele é considerado foragido desde então.
Polícia divulgou imagens do suspeito, identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos.
Polícia Civil (PC-PR)
📆15 de maio: mulher apontada como ex-namorada de Clayton é presa em uma operação da Polícia Civil, suspeita de dar apoio financeiro e logístico ao homem nos desaparecimentos das jovens.
📆15 de junho: polícia faz buscas por pistas na área rural de Paraíso do Norte.
📆21 de agosto: Clayton é morto em uma abordagem da polícia em Mandaguari, e outro suspeito é preso em Umuarama. No mesmo dia, as ossadas são encontradas.
📆27 de agosto: Polícia Civil confirma que as ossadas encontradas são das primas.
Buscas por primas desaparecidas foram feitas na área rural de Paraíso do Norte, no Paraná.
Polícia Civil (PC-PR)
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